Equipes da Fórmula 1 Enfrentam Maior Desafio da História
Max Verstappen continuará sendo piloto da Red Bull em 2026. O piloto holandês conversou com jornalistas e afirmou, categoricamente: “Tenho contrato assinado com a Red Bull para além de 2026. Perdemos espaço para a McLaren, mas tenho certeza de que vamos nos recuperar”. A declaração pôs um ponto final na especulação segunda a qual a Mercedes já teria fechado um acordo com Verstappen já para o ano de 2026. Seria o substituto de George Russell na equipe alemã. Por sua vez, George ocuparia a vaga de Max na equipe austríaca. Toto Wolff reuniu jornalistas e confirmou a história de Max. Foi uma especulação superdimensionada.
O melhor piloto da categoria atualmente, quatro vezes campeão do mundo, Max Verstappen tem nas mãos um carro instável. Com muita competência, consegue tirar do equipamento até o último milímetro do potencial que o RB21 pode disponibilizar. E só ele consegue levar o carro ao patamar de pódio, ou próximo dele. Basta analisar o desempenho de Sergio Perez, Liam Lawson e Yuki Tsunoda na condução do mesmo carro. Nenhum conseguiu chegar nem perto do holandês.
As equipes de Fórmula 1 sempre trabalharam com dois projetos distintos de carros, sendo um que está competindo e outro para a temporada seguinte. As atualizações são aplicadas tão imediatamente quanto possível no carro que está competindo. No segundo projeto vão sendo armazenadas informações inovadoras que farão parte do carro do ano seguinte.
Todas as fábricas estão dividindo as atenções entre o carro que participará das últimas 10 corridas da atual temporada (Holanda, Itália, Azerbaijão, Singapura, Estados Unidos, Cidade do México, São Paulo, Las Vegas, Catar e Abu Dhabi) e o carro novo, totalmente diferente, com a confessa pretensão de revolucionar a categoria. O esforço está sendo brutal. Suprir o carro de 2025 das atualizações necessárias para acompanhar a evolução dos demais é tarefa de alta complexidade. As equipes poderiam simplesmente abandonar o projeto atual e se dedicar apenas ao novo, repleto de inovações. Porém, a questão envolve dinheiro, muito dinheiro.
Fechado o Campeonato, as equipes contabilizam os pontos conquistados. O dinheiro é distribuído de acordo com a posição e os pontos somados no Campeonato de Construtores. São múltiplas dezenas de milhões de dólares. Em alguns casos cobre todos os custos da equipe. Os pilotos e técnicos da Fórmula 1 estão acostumados a grandes desafios e, seguramente, o atual é o maior que já enfrentaram em suas carreiras, sem exceção.
O futuro do piloto brasileiro Gabriel Bortoleto continua sendo um dos principais assuntos no mundo das corridas de automóveis. Ele tem contrato até o final de 2025 com a Sauber e até o final de 2026 com a Audi. A empresa alemã tornou público que pretende apresentar, provavelmente ainda dentro do mês de agosto, uma proposta de mais longo prazo para o piloto, um plano de carreira. A Red Bull também já mostrou interesse em Gabriel, para substituir Yuki Tsunoda, que não entregou o que se esperava dele.
Lewis Hamilton tem sido também tema das conversas nos bastidores. O heptacampeão mundial chegou à Ferrari no começo deste ano com a expectativa de ser campeão. Só não esperava encontrar a equipe com parte de sua estrutura ultrapassada. Frédéric Vasseur, engenheiro francês, foi contratado como chefe de equipe, a partir de 2023, com a missão de atualizar a equipe. Hamilton não consegue acompanhar o ritmo de Charles Leclerc, seu companheiro de equipe. O britânico enfrenta problemas de adaptação, além de enfrentar falhas de estratégia e erros básicos nos procedimentos de boxe. Nas corridas tem sido combativo como sempre, porém o carro não ajuda e ele coloca parte da culpa nele mesmo. Tem contrato até o fim de 2026 e ainda acredita no oitavo título.
