Virtudes e Defeitos Foram Expostos em Xangai

O GP da China, no circuito de Xangai, expos, com muita clareza, as virtudes e defeitos de equipes e pilotos que conseguiram a difícil façanha de errar duas vezes nas duas corridas até agora disputadas. A Ferrari conseguiu na Austrália largar nas 7ª (Charles) e 8ª (Lewis) posições no grid e na corrida chegou em 8º (Charles) e 10º (Lewis) lugares. Principalmente por falhas estratégicas, os dois carros pioraram em relação à qualificação.  Na China as posições da Ferrari no grid foram 5º (Lewis) e 6º (Charles) revelavam melhora de desempenho. Os dois chegaram em 5º e 6º lugares. Porém, os dois carros vermelhos seriam desclassificados, por erros básicos. O carro de Leclerc estava com o peso abaixo do permitido e no carro de Hamilton por causa da parte traseira do assoalho com espessura menor que o especificada. Inacreditável que uma equipe desse nível profissional cometa tais falhas. Mesmo assim a Ferrari dá alguns sinais de recuperação. Contrastando com essa situação, os dois carros da Mclaren foram absolutos em todo o final de semana. Só se aproximaram um pouco Red Bull e Mercedes, mas sem ameaçar a liderança dupla da Mclaren. O grande salto de qualidade prometido pela Aston Martin parece que vai ficar para o ano que vem, quando todo o projeto técnico estiver a cargo de Adrian Newey. A Alpine dá a impressão de que continuará patinando, sem sair do lugar. A Red Bull continua sendo equipe de um carro, pela diferença de desempenho enorme entre Verstappen e Lawson. A Haas parece que vai brigar com a Sauber para escapar da posição de pior carro do grid.

Formação dos 10 primeiros no grid: 1º) Oscar Piastri (Mclaren) com 1m30s641, 2º) George Russell (Mercedes) com 1m30s723, 3º) Lando Norris (Mclaren) com 1m30s753, 4º) Max Verstappen (Red Bull) com 1m30s817, 5º) Lewis Hamilton (Ferrari) com 1m30s927, 6º) Charles Leclerc (Ferrari) com 1m31s021, 7º) Isak Hadjar (Racing Bulls) com 1m31s079, 8º) Andrea Kimi Antonelli (Mercedes) com 1m31s603, 9º) Yuki Tsunoda (Racing Bulls) com 1m31s638 e 10º) Alexander Albon (Williams) com 1m31s702. Diferença de praticamente 1 segundo do 1º ao 10º colocados.

Classificação final do GP da China: 1º) Oscar Piastri (Mclaren), 2º) Lando Norris (Mclaren), 3º) George Russell (Mercedes), 4º) Max Verstappen (Red Bull), 5º) Esteban Ocon (Haas), 6º) Andrea Kimi Antonelli (Mercedes), 7º) Alexander Albon (Williams), 8º) Oliver Bearman (Haas), 9º) Lance Stroll (Aston Martin) e 10º) Carlos Sainz (Williams),

Entre os pilotos Liam Lawson, a bordo do Red Bull RB21, foi autor do pior desempenho entre todos os pilotos, com um 8º e um 20º lugares nos grids e nas corridas foi 15º na Austrália e 12º na China. A qualidade média dos pilotos novatos tem sido alta e em 2025 um total de 6 pilotos iniciaram o ano nessa condição. Se Lawson não consegue acompanhar nem de longe seu companheiro de equipe, Verstappen, os demais têm feito um bom trabalho, considerando a condição de aprendizes. Não somos favoráveis ao modus operandi de Helmut Marko, que já chegou a demitir pilotos com apenas 3 corridas. O mais justo seria pelo menos meia temporada, para não se cometer injustiça.

O brasileiro Gabriel Bortoleto dá a nítida impressão de que chegou à Fórmula 1 para ficar. Aprendeu rapidamente a se comunicar com os demais componentes da equipe, já opina sobre decisões técnicas e esportivas que devem ser tomadas. Além disso consegue acompanhar, às vezes até superar o ritmo do veterano Hulkenberg. Somente Kimi Antonelli não foi superado por Gabriel. Nesse caso devemos considerar a diferença estrutural da Mercedes e da Sauber, para entender porque o novato italiano se destaca. Nós brasileiros podemos acreditar que temos um piloto que terá condições de ser campeão mundial nos próximos anos. Depende de um pouco de sorte, porque se desenvolvendo rapidamente Bortoleto já está.

Próximo encontro: GP do Japão, dia 6 de abril.

Luiz Carlos Lima

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